A certificação de propriedades rurais livres de Tuberculose e Brucelose é consequência de um trabalho árduo da Cidasc. O estado de Santa Catarina demonstra um interesse muito grande em reduzir os registros destas doenças que são zoonoses, o que significa que são transmissíveis para os humanos.
Conforme o Gestor de Defesa Agropecuária do Departamento Regional da Cidasc de São Miguel do Oeste, Ody Gonçalves, o estado possui situação sanitária amplamente favorável que abre portas no mercado internacional. Outro benefício é a não obrigatoriedade de vacinação e de manter o rebanho saudável. Gonçalves diz que os programas desenvolvidos pela Cidasc em parceria com as secretarias municipais da agricultura apresentam resultados efetivos para a certificação de propriedades livres de Tuberculose e Brucelose.
Gestor Regional da Cidasc afirma que a certificação de qualquer segmento é o coroamento de um processo. Nas propriedades agrícolas é necessário investimento, persistência e profissionalismo. Ody Gonçalves lembra que não pode mais existir simplesmente aquele que tira leite, e sim, o empresário rural com visão empreendedora. Ele reforça que a certificação comprova melhor qualidade do rebanho e a eficiência na gestão da propriedade.
Santa Catarina possui mil e 200 propriedades certificadas, sendo que 30 por cento está no departamento regional de São Miguel do Oeste, com destaque para Tunápolis e Itapiranga com maior número de propriedades certificadas. Gonçalves afirma que o alto índice está ligado ao subsídio público para incentivar os investimentos na certificação e garantia de benefícios.
Segundo Ody Gonçalves, entre as vantagens de garantir a sanidade animalestá o pagamento de bônus com dois centavos por litro de leite. Cita ainda que a certificação gera mais tranquilidade, pois o produtor conhece o que possui na propriedade e isso inclui a saúde do trabalhador, sabendo que o rebanho está livre de doença que pode ser transmitida para humanos.
A região já possui 362 propriedades certificadas e com destaque para Tunápolis, Itapiranga, Iporã do Oeste, Riqueza e Guaraciaba. Gonçalves afirma que a identificação da doença gera uma situação complicada, e isso pode ser evitado com a realização de exames. Itapiranga possui 200 propriedades em processo de certificação.
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